terça-feira, 28 de setembro de 2010

Sintomas - Depressão

Essenciais para o diagnóstico:

  • Humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio; ou
  • Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas
Outros sintomas de depressão incluem:
  • Ansiedade
  • Afastamento de amigos ou pessoas
  • Cansaço e perda de energia
  • Falta de vontade de realizar uma determinada tarefa que progressivamente se alastra ou pode alastrar a muitas outras actividades.
  • Vontade de chorar ou chora às escondidas.
  • Tem maus resultados escolares, devido á incapacidade em se concentrar.
  • Vontade de ficar só. Afasta-se de tudo e todos.
  • Não querer ouvir barulhos ou querer música ou barulhos em altos berros (pois é uma forma de se alhear e afastar do que se passa à sua volta).
  • Sentimento de tristeza persistente
  • Problemas de auto-confiança e auto-estima
  • Sentimento de tristeza e abatimento sem conseguir encontrar algo que anime ou que consiga despertar interesse.
  • Dificuldade de concentração e de tomar decisões
  • Sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, solidão, ansiedade ou inutilidade
  • Alterações no sono; Dificuldades em adormecer, acordar muito mais cedo do que o habitual, dormir em excesso ou pesadelos
  • Medo de executar determinada tarefa; ou medo do que possa acontecer se falhar. Vive obcecada com a sua incapacidade ou com o que possa acontecer a outrem se ela falhar.
  • Isolamento: evitar outras pessoas.
  • Perda de apetite com diminuição do peso ou compulsão alimentar
  • Pensamentos de suicídio e morte
  • Inquietação e irritabilidade
  • Auto-agressão
  • Mudanças na percepção do tempo
  • Acessos de choro
  • Possíveis mudanças comportamentais como agressão ou irritabilidade
  • Medo ou sensação de ser ou estar sendo abandonado
  • Desleixa-se com o vestir ou com a sua apresentação. Isso deixou de lhe interessar.
Algumas pessoas apresentam apenas alguns dos sintomas, outros apresentam inúmeros sintomas, com intensidade variada.

Pessoas deprimidas têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média dapopulação em geral. A depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.

Fonte: Wikipédia

Sintomas - Transtorno Bipolar

Após um diagnóstico positivo do THB (Transtorno de Humor Bipolar), entra a segunda parte, a mais difícil, com o paciente que pode estar incapacitado e seus familiares, saber se está ou não em surto, é uma dificuldade constante para o portador de THB. A preocupação por amplos setores da saúde e da sociedade em geral, em especial a saúde mental, é o de garantir o bem-estar dos portadores do transtorno, e impedir a incapacitação dos "doentes".

Nem sempre os sintomas maníacos ou depressivos são bem claros. Até mesmo quem convive com um paciente bipolar sente dificuldade em distinguir uma aflição comum da depressão, ou sua alegria da euforia patológica. A doença é de difícil diagnóstico, mesmo para profissionais da saúde, que acompanhem há um longo tempo o paciente.

Com a implantação dos hospitais-dia, reuniões com parentes e pacientes, a evolução está sendo suprida. O paciente deveria ser o maior sabedor das coisas que envolvem a doença para conseguir controlá-la.


Sintomas da depressão

O individuo deprimido em geral se sente abatido, quieto e triste. Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.

O indivíduo pode se sentir, nesta fase, culpado por erros do passado, e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver irritabilidade, lamentos, e auto-recriminação.

Pode haver um distúrbio do apetite, tanto para aumentá-lo, como para diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o deixa mais predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.

Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.

É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.


Sintomas da Euforia (Mania)

Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.

Pode falar muito, ter muitas idéias ao mesmo tempo.

Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo sexual.

O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.

Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria. Devido ao grande otimismo, é possível que o indivíduo empreste dinheiro a pessoas a quem mal conhece, e que podem estar aproveitando-se da situação.

São comuns manias como perseguição, realização de sonhos (reformas, viagens, compras) que a primeira vista podem até parecer normais.

No tipo de THB com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.

Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Manual de Convivência com o Depressivo

Não vou falar sobre os vários tipos de depressão, mas sim sobre os vários estágios da mesma.

1) A pessoa começa a apresentar os sinais. Cansa-se facilmente, demonstra desinteresse pelo que antes gostava, dorme demais (ou de menos), fica irritadiça, não quer sair de casa e fica mais calada do que de costume.

Alerta: Não espere mais do que 2 semanas se vc perceber esses sintomas. A depressão é um quadro que se agrava. Sugira uma consulta a um psiquiatra.

No psiquiatra: Peça um diagnóstico exato, pergunte para que servem cada um dos remédios que ele receitar, de que forma ele imagina que aqueles remédios possam ajudar a pessoa e quais efeitos colaterais, pela experiência dele, são mais comuns. Pergunte também sobre quais efeitos colaterais ele julga importante que lhe sejam informados, mesmo antes da próxima consulta, para você ficar de olho. Não se impressione com a bula dos remédios. Procure um psiquiatra de confiança e dê a ele um voto de confiança.

Em casa: Não questione o comportamento da pessoa. Não seja invasivo. Proporcione privacidade. Certifique-se que ela toma os remédios conforme a prescrição.

2) A pessoa perdeu o apetite, vem emagrecendo, o comportamento dela já mudou há tempos e vc achava que era só uma fase. A pessoa mostra-se cada vez mais desiludida com a vida, pára de estudar ou trabalhar, etc.

Alerta: A depressão não começou agora. Leve-a a um psiquiatra imediatamente. É importante relatar DESDE QUANDO vc se lembra que ela começou a agir de forma diferente. Provavelmente, a depressão já não está mais no estágio inicial. Como a maioria dos anti-depressivos costuma levar algumas semanas para agir, questione o psiquiatra sobre a necessidade de algum tipo de tranqüilizante ou outro tipo de remédio, para que a pessoa possa aguardar com segurança o início da atuação do anti-depressivo. Mantenha-se vigilante. Siga todos os passos indicados no item No. 1.

3) Além dos sintomas descritos nos itens 1 e 2, a pessoa começa a apresentar idéias ou comportamentos suicidas. Ou, pior, ela começa a se mostrar fria, com os olhos distantes, como se estivesse pensando em qualquer outra coisa menos o que vc está conversando com ela. Mesmo calada, vc observa um olhar vítreo, como se nada mais a abalasse.

Alerta máximo: A pessoa está sob risco de suicídio. Leve-a imediatamente (ou tão logo seja possível) a um psiquiatra, explique detalhadamente o que está acontecendo. A prescrição deve conter remédios paliativos (talvez anti-psicóticos e tranqüilizantes) além dos anti-depressivos, embora somente o psiquiatra possa analisar essa necessidade. Esteja informado, porém. A pessoa pode precisar de observação contínua. Mantenha objetos perfurantes ou cortantes longe do alcance da pessoa.

Em casa: Não cobre reação alguma. Nesse estágio, até mesmo demonstrações de amor podem soar como uma cobrança e fazer a pessoa sentir-se culpada de estar "incomodando", ou ter-se tornado "um fardo". Seja carinhoso, exercite sua paciência ao extremo. Comunique-se com o psiquiatra com freqüência, via telefone ou por qualquer outro meio, se vc suspeitar de algo anormal.

Lembre-se: Mesmo a pessoa mais decidida a tirar a própria vida emite sinais dúbios. Aprenda a reconhecer um pedido de ajuda, mesmo que implícito. Informe-se sobre o assunto.

Finalmente: Pode até ser, e se for, melhor, mas em qualquer estágio, NUNCA imagine que a depressão VAI PASSAR sozinha.

Principalmente nos dois primeiros itens, considere com o psiquiatra a necessidade de terapia adicional, com um psicólogo, se vc tiver condições.

Se não, faça de tudo para que a pessoa sinta-se confortável. Quando conversar, que seja sobre amenidades. Acostume-se, nesse período, a conversas unilaterais, monólogos mesmo. Não fique chateado. É sempre muito importante manter a pessoa ligada à realidade. Não coloque expectativas de cura, muito menos as imponha. Diga apenas que vc estará lá, para o que der e vier.